COTIDIANO

A descoberta da restrição alimentar na idade adulta: como lidar?

29 de janeiro de 2016

Imaginem a seguinte situação: em algum momento da vida adulta você descobre que não pode mais comer aquele alimento que tanto gosta, por questões de saúde. Se identificou? Pois é… não é fácil. Mas pode ser contornado! A psicóloga Ariela Bechara aborda esse tema em mais um texto acolhedor.

A descoberta da restrição alimentar na idade adulta: como lidar?

 

Texto: Ariela Bechara

Foto: Getty Images

 

A descoberta da alergia ou intolerância alimentar no adulto muitas vezes também acontece depois de meses ou anos de sofrimento. Enfim, custa-se muito a acreditar que determinado alimento (ou componente de um alimento) que se consumiu a vida toda, agora cause reações fisiológicas tão negativas!

A questão é que essas alergias podem se desenvolver, sim, na vida adulta, e isso significa que você precisará promover mudanças em sua vida, o que não é algo simples de se fazer, já que o ato de se alimentar vai muito além do aspecto nutritivo.
Desde nossa vida intra-uterina os aspectos emocionais e nutritivos do alimento se misturam, já que o bebê pode compartilhar tanto as emoções negativas quanto as positivas vivenciadas pela mãe. Essa interação emocional se dá por meio da presença de hormônios associados a cada tipo de emoção, e que chegam até o feto pela placenta, assim como os nutrientes e seus sabores.  Esse é o primeiro processo alimentar que vivenciamos e ele nos insere no mundo dos sabores e, assim, iniciamos a formação do paladar.

Dessa forma, nossa relação com a comida, desde muito cedo, é afetada pelas emoções. Depois que nascemos a alimentação do bebê é acompanhada de contato físico e palavras de carinho, o que fortalece a relação entre alimento e emoção.

À medida que crescemos a comida também serve como ponto de contato entre pessoas, fortalecendo o convívio social e até utilizado como demonstração de zelo e sentimento, como quando damos chocolates de presente, ou quando saímos com os amigos, quando namoramos. Para cada momento emocionante da nossa vida, há uma grande chance de haver um alimento envolvido.

Mesmo com tantos aspectos emocionais envolvidos, as mudanças de hábitos alimentares são necessárias para que as pessoas com alergia e/ou intolerância alimentar tenham melhor qualidade de vida, mas essas mudanças podem acontecer da maneira que for melhor para você, adaptando novas rotinas e preservando a memória afetiva dos seus pratos preferidos!

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4 Comentários

  • Reply Aline Moreira de Lima 30 de janeiro de 2016 at 00:20

    Excelente a abordagem, como celíaca diagnosticada aos 38 anos posso afirmar que foi mais desafiante para mim que para minha filha APLV e alérgica a ovo.

    • Reply Barbara 30 de janeiro de 2016 at 23:56

      Sim, Aline, o adulto passou anos comendo um monte de coisas e formou sua memória afetiva em cima desses alimentos, e isso torna tudo muito difícil. Mas a consciência de que é preciso seguir a restrição para ter saúde plena é fundamental! Bjs

  • Reply Débora Carvalho 1 de junho de 2017 at 02:04

    Excelente blog.!Um dos poucos que vi com tanta qualidade de informações!Descobri minha intolerancia ao gluten ,recentemente, há cerca de 7 meses e estou com 35 anos.Não tem sido fácil porque sempre AMEI massas…mas como sou positiva,tem ido à luta.Estudo bastante sobre o assunto e me deparei com esse conteúdo excelente.Parabéns pela dedicação!Terá agora mais uma seguidora assídua. Um grande abraço!

    • Reply Barbara 13 de junho de 2017 at 00:37

      Olá, Débora!! Puxa, muito obrigada pelo carinho!! Fico muito feliz por te ajudar nessa caminhada!!
      Um grande abraço!

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